ALESSANDRO PETROV
Encaro o teto com a visão turva, em silêncio, anestesiado, perdido. Já se passaram dias, não sei quantos, mas posso dizer que anoiteceu e amanheceu várias vezes seguidas, e eu não sai de casa nenhuma dessa.
O som insistente das chamadas de ligação e mensagens vem me acompanhando desde a partida de angelina, e eu não atendo e nem respondo. Nádia, Eric, meu pai, minha mãe, meus tios. Não quero ouvir ninguém, nem ver ninguém, proibi entrada de qualquer um nesta casa e assim vai