LILLY
Enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto, a realidade do que está acontecendo se instala com força. Octávio, com seus olhos cheios de medo e angústia, me observa, e eu sinto uma onda de responsabilidade por ele.
Ele era apenas uma criança, e não deveria estar preso em um lugar como este, sendo moldado por um monstro como Viktor.
— Octávio, vai ficar tudo bem. digo, tentando oferecer um pouco de conforto.
— Vamos sair daqui, eu prometo!
Ele levanta a cabeça, e por um momento, vejo uma fagulha de esperança em seus olhos.
— Como? — pergunta ele, sua voz trêmula.
— Primeiro, precisamos descobrir onde estamos e como podemos escapar. Viktor pode ter me capturado, mas eu não vou deixar que ele controle a sua vida também.
Levanto-me lentamente, tentando ignorar a dor que percorre meu corpo, e olho ao redor da cela. As paredes são frias e úmidas, e a única iluminação vem de uma pequena janela estreita no alto, quase invisível. O chão está coberto por sujeira