DOMADA PELO ASSASSINO
DOMADA PELO ASSASSINO
Por: Ullyketyc
Uma vida de merda

“Eu me sinto sozinha em seus braços

Eu sinto você quebrando meu coração

Diga meu nome, diga meu nome

Se você me ama, me deixe te ouvir”. – Beyoncé.

*Donna e Sebastian*

Eu estava sentada no chão gelado do banheiro há quase vinte minutos, uma parte insana da minha consciência, insistia para que eu me acalmasse, mas a minha parte racional dizia claramente: Você ainda está em perigo. Eu tentei me distrair, observei o ladrilho encardido do banheiro, Contei cada piso antigo desenhado com pequenas folhas e pássaros. Também deixei minha mente vagar para cada gota que pingava da velha bica enferrujada. Em uma tentativa frustrada de me distrair. Lentamente eu me levanto, meu corpo protesta pelo simples movimento. Com o corpo agora erguido, observei, como houvera ficado os estragos desta vez. O grande hematoma próximo ao olho esquerdo havia sumido, mas em compensação o lábio inferior ainda estava cortado. As marcas das grandes mãos de Sebastian ainda marcavam meu braço. Estava inchado, e eu percebi, como doía para respirar. E ainda mais, como doía me ver nesse estado deplorável.

Eu realmente, evitava pensar em meu passado, evitava me culpar, e pensar, em como tudo seria diferente se há a oito anos atrás, quando eu ainda jazia no ensino médio na Universidade de Michigan (UM), eu tivesse negado o convite do quarterback do time da escola. Ou quem sabe, antes mesmo disso, Se no dia anterior, se eu não tivesse me oferecido para ajudar Sebastian com suas notas de Cálculo. Talvez, e só talvez se eu tivesse focado uma vez só em mim, eu teria me dado bem. Então, talvez agora, ao invés de estar me escondendo para chorar no banheiro do marido violento, eu estaria Bebendo um uísque barato depois de dar aula para uma escola de ensino primário.

Eu afastei esses pensamentos, quando peguei o antisséptico para limpar o corte da boca, e cuidei das outras feridas. Ao levantar a simples blusa branca, vi a grande mancha negra que já amarelava que cobria parte do abdômen, costela e braço. Não, não havia sido desta vez, e sim de três dias atrás. Já estava cicatrizando no entanto.

Enquanto eu alisava o meu abdômen plano, me perguntei a quanto tempo minha vida havia sido condenada. E me lembrei, da primeira vez que minha mãe teve a sua costela e outros ossos quebrados pelo meu pai.

Eu estava encolhida ao pé da escada, gritando, enquanto meu pai lançava golpe atrás de golpe em sua mãe. Aquela foi a primeira vez que vi a minha mãe ser espancada, mas como podem imaginar não havia sido a última.

Eu Jamais imaginaria que Sebastian seria como meu pai. O começo do nosso relacionamento foi como todos os outros, regados de flores, chocolates, passeios de moto e encontros ao entardecer. Por isso, quando Sebastian havia começado a controlar que roupa eu vestia, eu achei completamente normal, quando ele exigiu que eu me desfizesse dos meus amigos, e que eu não concluísse a minha faculdade, eu realmente acreditei que ele queria o melhor para mim.

Quando ele me humilhou na frente dos amigos por ciúme excessivo, eu jurei não perdoar, mas então, ele ajoelhou e me pediu em casamento. E mais uma vez, eu perdoei, afinal de contas, Sebastian a amava, e queria o melhor para mim.

Eu já havia perdido a conta de quantas vezes havia pensado em ir embora, mas então me lembrava da jura coberta de ira. “Se um dia você me deixar, eu mato você” E ela sabia de todo coração que era uma promessa que sebastian cumpriria, afinal de contas é isso que um Homem de lei faz, não é?

Embora, seu juramento como Bom policial seria de Honrar e proteger, Sebastian a cumprira, mas não com sua própria mulher.

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