DESEJOS OBSCUROS
DESEJOS OBSCUROS
Por: Aurora Smith
AMIGO ENAMORADO

Já passava das dez horas quando cheguei em casa, após um longo dia de  trabalho.  Meu corpo precisava relaxar e fui tomar um banho quente, sem falar que a água escorrendo por meu corpo estimula minha mente. Depois de uns minutos me refrescando, vesti o roupão, fui á cozinha, peguei uma taça de vinho, e me acomodei em frente á lareira. Eu já tinha pedido ao meu irmão que esteve em minha casa um pouco antes de eu chegar, para acende la. Hoje está um dia muito frio e um ambiente aconchegante é tudo que eu preciso. Meu livro estava na mesinha da sala, como de costume, á  minha espera. O vinho aguçando meu paladar, minha mente em sintonia com meu corpo e o conforto do sofá com a temperatura da lareira formam o cenário perfeito para meu merecido descanso. Começo a ler o livro, estou no décimo capítulo, o suspense está me tirando o ar... " A jovem está correndo perigo , não percebeu que está sendo seguida, entra em um beco escuro e se vê sem saída. Quando alguém se aproxima, ela dá um grito."

-Aiiiiiii.

A campainha toca e eu que assusto desta vez, soltando um grito. Não esperava visita tão tarde.

-Quem é?

-Sou eu Pri, o Juliano.

Juliano é um amigo de infância. Sempre estamos juntos, somos bem próximos. Abro a porta, ainda com o coração acelerado.

-Eu não esperava por você, muito menos a essa hora. Esta tudo bem?

-Não, não estou bem. Preciso resolver isso logo ,preciso tirar esse aperto do meu coração.

-Não estou entendendo, o que aconteceu Juliano?

-Eu tentei, por diversas vezes tentei, mas falhei. Por dias eu lutei contra isso ,mas não consigo mais. Perdi minha paz, meu sono e minha cabeça está explodindo.

-Calma, respire e fale o que esta acontecendo. Você está me assustando.

-Alguns dias atrás eu fui na festa da empresa e por acaso te vi em um restaurante. Você estava com um cara, riam muito e pareciam bem próximos. Eu ia até você, mas um amigo me chamou e quando fui te procurar você havia sumido. Eu não sabia onde você estava , para onde foi com aquele idiota, só pensei que havia perdido você.

-Juliano, o que você quer dizer com isso?

-Eu não posso perder mais tempo, ver você com ele me fez acordar.

- Era o Eduardo, um colega de trabalho que estava me contando as aventuras dele com seu namorado. Por isso eu ria, por causa das loucuras do casal.

- Enfim, eu quero dizer que eu preciso de você, quero que seja mais que minha amiga.

Eu não sabia o que responder. Eu nunca pensei nessa possibilidade. Ele era um gato, sexy e charmoso, mas namorado? Eu não estava pronta para essa informação.

- Juliano você deve estar confuso. Não acredito que goste de mim. 

Ele se aproximou, segurou meus cabelos com uma mão e apertou minha nuca com a outra.  Antes que eu pudesse me esquivar, beijou me. Foi um beijo tão inesperado por mim e tão desejado por ele.

-Para !!! O que você fez? Isso não pode acontecer. 

-Me desculpe Pri, você está certa. Eu não deveria ter te beijado. 

-Não, não devia mesmo. Agora vai embora por favor. Depois conversamos.

Ele anda em direção á porta, para, volta e me beija novamente.

Dessa vez, eu me permiti sentir.  Cedi ao sabor de seu beijo. Seus lábios eram dóceis e carnudos, uma pressão sobre os meus me fizeram estremecer. Eu senti um calor, um fogo dentro de mim. Ele interrompe o beijo e me olha. Um olhar apaixonado que até então eu não havia percebido. Talvez nem ele soubesse até me ver com outro e correr o risco de me perder. Suas mãos percorriam minha cintura e de repente me pegou no colo. 

- O que está fazendo? Me desce!!!

Eu gritei, mas por dentro meu desejo era que ele permanecesse com aquele fogo.

-Eu não quero, eu  ...

Fui interrompida com outro beijo.       

    - Nao estou te  pedindo nada em troca, apenas me deixe te amar.

Eu confirmei com a cabeça, encostei em seus ombros largos enquanto ele me carregava para  meu quarto.  Ao me deitar lentamente na cama, tira meu roupão, beija me delicadamente e acaricia meu rosto.  De forma sutil, beija meus pés e vai subindo. Quando me dou conta , já estamos fazendo amor.          Não sei explicar como aconteceu, pois foi tão naturalmente que nem percebi . Nossos corpos entrelaçados, suados de prazer e repleto de adrenalina pela intensidade do momento foram objetos de nossos desejos que até então eram desconhecidos por mim. Ele me abraçou, apertando me contra seu peito, beijou me na testa e olhando para a janela, do qual via o céu confessou: 

-Hoje a lua  foi testemunha do início de um elo. Um amor que eu cultivei por anos, mas escondi até de mim mesmo. Eu amo você minha linda morena.

Eu sorri, acariciei seu cabelo e sem saber o que dizer, beijei lhe como se a noite não fosse acabar.                                 Assim recomeçamos mais uma noite de amor, a primeira de muitas outras que virão ...

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