162. Meu porto seguro
André
Meu celular vibra pela terceira vez na mesa de centro. Minha mãe não para de ligar. E já nem rejeito mais, só deixo no silencioso, para não incomodar a Laís.
Não quero mais me envolver nisso hoje.
Desligo a tela e encosto no sofá do apartamento da Laís. Engraçado como, em poucas semanas, esse lugar já parece mais minha casa do que a minha própria.
Laís está na cozinha, preparando um chá, que, na visão dela, é o que precisamos agora. Mas minha mente não desliga. Eu quero descobrir o que e