139. Fomos pegos
Laís
Estou tensa desde que André saiu, mas não posso demonstrar nada. Aelyn me observa o tempo todo com aqueles olhos grandes e atentos que parecem captar cada mudança no ar. Ela sente quando algo não está certo, como se tivesse um radar interno para preocupações de adulto.
Sentada no tapete da sala, com as pernas cruzadas e o queixo apoiado nas mãos, ela pergunta pela quinta vez na última meia hora.
“Cadê o papai? E a tia Branca?”. Eu forço um sorriso tranquilo, mesmo que o coração esteja aper