No momento em que ficamos sozinhos no nosso quarto, coloquei minha adaga na garganta dele.
— Eu te avisei. Eu disse que, se tentasse brincar com o que te contei, eu ia te matar.
Empurrei a adaga contra sua garganta, cortando-o levemente, e uma fina linha de sangue escorreu pelo seu pescoço, desaparecendo sob a roupa.
— Então me mate, Kaida.
— Não me provoque. — Avisei.
— Você não pode me matar, nem mesmo se quiser. Você só me tem nessa posição porque eu escolhi permitir.
Num piscar de olhos, ele conseguiu me virar, de forma que minhas costas ficaram contra o peito dele, sua mão envolvendo a minha, e agora a adaga estava na minha própria garganta. Ele era mais forte do que eu; eu odiava os momentos em que era lembrada disso.
Ele me puxou para mais perto; pude senti-lo contra minha bunda, firme e duro.
— Se eu quisesse você nessa posição — ou em outras mais... interessantes — não teria problema em fazer acontecer. Você não me intimida; pode até ser minha companheira, mas ainda sou o seu