Capítulo 115 — O depois do depois
Atlas Wilson
Acordei com o sol da manhã infiltrando-se pelas frestas das persianas, lançando faixas douradas sobre o chão de madeira escura do quarto. Meu corpo parecia pesado, mas não de cansaço, era o peso de um sono profundo, daqueles que curam feridas que nem sabíamos que carregávamos. Fazia anos que não dormia assim, sem sonhos interrompidos por fantasmas do passado. Virei a cabeça devagar e lá estava ela, aninhada no meu peito, o cabelo espalhado como uma