Olhei para Camila e respirei fundo algumas vezes, tentando manter o controle. Era sério mesmo que ela queria me cobrar algo depois de tudo o que fez?
— Você é muito cara de pau, Camila — falei, com a voz firme, carregada de irritação. — Com que direito você me cobra alguma coisa?
Ela não se abalou.
Pelo contrário, cruzou os braços e me encarou com aquela calma irritante que sempre me tirava do sério.
— Com o direito de quem também foi afetada por tudo aquilo — respondeu, naturalmente.
Soltei um