— Está escrito aí, preto no branco — meu avô disse com uma calma irritante. — Quando olhei para aquele menino, senti que ele era seu filho.
Continuei olhando para o papel, como se, de alguma forma, aquelas palavras pudessem mudar, mas não mudaram.
Resultado positivo, compatibilidade genética confirmada.
Pai.
Eu.
Soltei um riso curto, sem humor algum.
— Isso não faz sentido.
Minha voz saiu mais baixa do que eu esperava, mas firme o suficiente.
— Faz sim — meu avô rebateu, cruzando os braços. — V