O silêncio daquela sala não era comum.
Era controlado.
Calculado.
A tela apagada ainda refletia uma imagem fraca de quem estava diante dela.
Mas o rosto não aparecia por completo.
Apenas sombras.
E uma presença.
Fria.
Imponente.
— Então… eles conseguiram — disse a voz, baixa, quase entediada.
Um homem ao lado abaixou a cabeça levemente.
— Sim, senhor.
Silêncio.
— E Lorenzo?
— Vivo.
Outro segundo de silêncio.
— Como esperado.
A resposta veio sem surpresa.
— E a garota?
— Helena.
O nome foi dito