O apartamento cheirava a café requentado e preocupação.
Lucas ainda estava no sofá, o cobertor azul sobre as pernas magras, o celular apoiado na barriga. A televisão ligada num volume baixo, mas ele não estava prestando atenção. Estava me olhando.
Desde que entrei, ele não tirou os olhos de mim.
Sentei na ponta da poltrona rasgada, a certidão de casamento ainda dentro da bolsa, apertada contra meu peito como um segredo sujo.
— Isa — ele começou, devagar —, você tá estranha desde que chegou. O q