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Capítulo 2 Uma Noite por Um Milhão

Soraia:

- Não vou fazer parte desse jogo, não vou virar um brinquedo sexual em suas mãos.

Kaled:

- A única coisa que estou te pedindo, é uma noite. Te pago um milhão de dólares, você fica feliz, eu fico feliz, e depois esqueceremos do que passou, sem lembranças, focaremos no trabalho.

Soraia:

- Acho que o senhor nunca ouviu um não. Mas não vou me dobrar. Mesmo precisando, não vou passar a noite com o senhor!

Kaled:

- Pense bem na minha proposta, não acho que irá encontrar uma melhor. Minha oferta está sobre a mesa.

Soraia:

- Vou dar outro jeito. Está me rondando, me colocando em uma situação que não gostaria de estar. É assim que trata as mulheres com quem convive?

Kaled:

- Trato as mulheres pelo que elas mais gostam: ouro, diamantes, joias. Você não é diferente das outras, estou comprando uma noite com você, não estou te obrigando, pode aceitar ou não.

Soraia:

- Como pode ser tão frio e arrogante?! Quem pensa que é?!

Kaled:

- Sou o CEO dessa empresa e seu chefe.

Soraia:

- Mas não é o meu dono. Se é assim que trata suas mulheres, eu sinto pena delas. Não vou deixar o senhor me tratar dessa maneira, me demito.

Kaled:

- Não é uma boa ideia uma mulher que precisa de dinheiro se demitir de seu trabalho. Não se faça de difícil, me dê o que eu quero, e em troca, eu te dou o que tanto quer.

Soraia:

- Se nunca aprendeu a tratar uma mulher, eu vou te ensinar.

Kaled:

- Você ainda vai voltar. Vai aceitar a proposta, e eu estarei aqui esperando.

Soraia sai batendo a porta do escritório do Bilionário...

A primeira noite...

Soraia desabafa com a secretária Jamila Morales...

Sem ter como pagar a cara cirurgia de seu filho Aslan, a executiva começa entrar em desespero, já não aguenta mais esperar, sabe que o tempo agora é seu pior inimigo.

Soraia:

- Alá sabe que eu já tentei de tudo dentro da lei para conseguir esse dinheiro, mas até agora nada!

Jamila:

- Mas e o chefe, não pediu para ele te fazer um empréstimo?!

Soraia:

- Nem quero falar sobre isso. Esse homem não quer me ajudar. É tão frustrante, sinto que estou perdida. Estou tentando me segurar, mas estou a ponto de ficar desesperada!

Jamila:

- Calma Soraia! Alá vai te indicar um caminho. Quando não há mais portas, ainda existem as janelas.

Soraia:

- Estou perdendo as esperanças! Sei que preciso ser firme, mas não dá pra ser forte o tempo todo. Primeiro o meu marido morre, e agora isso, a doença do meu filho. O Aslan é a minha vida! Você sabe disso Jamila!

Jamila:

- Obvio que eu sei. Mas precisa pensar melhor, de alguma forma você vai arranjar esse dinheiro, estou sentindo!

Soraia:

- Que Alá te escute!

Alguns minutos depois dessa conversa, infelizmente Soraia Hadid teve outro pedido de empréstimo negado, todas as saídas estavam acabando, já não restava muitas opções...

Enquanto vagava sem rumo pelos corredores daquela empresa, a proposta do Bilionário foi parecendo cada vez mais atraente. Não iria demorar muito para que ela aceitasse, não tinha outro jeito.

Soraia aceita a proposta indecente de Kaled Faruk Rachid...

Ainda um pouco desnorteada, a executiva chega no escritório de seu chefe.

Rapidamente ele nota a presença de Soraia, sabia que a moça iria acabar aceitando sua oferta...

Havia muita tensão no ar, se notava também respirações ofegantes e olhares arrebatadores...

Soraia:

- Eu aceito.

Kaled:

- Eu já sabia. Qual mulher não aceitaria passar uma noite com um homem como eu, e ainda receber uma fortuna para isso.

Soraia:

- Não faço por prazer! Faço porque essa é a condição que me impôs para me conceder o empréstimo.

Kaled:

- Nunca seria capaz de obrigar uma mulher a dormir comigo. Isso não faz parte do meu caráter.

Soraia:

- Então por que quer tanto fazer sexo comigo?

Kaled:

- Não é óbvio? Eu desejo você, desejo desde a primeira dia que entrou por aquela porta, enfeitiçou meu olhos e minha alma.

Soraia:

- Não deveria dizer essas coisas. Já têm quatro esposas! O quê quer fazer, construir um harém?!

Kaled:

- Eu não quero um enorme número de mulheres, agora eu só estou querendo você!

Soraia:

- Deveria ter vergonha do que está me pedindo!

Kaled:

- Eu não tenho vergonha de nada! E tenho a pretensão de tudo! Eu sou rico, você é minha subordinada, eu quero uma coisa e você quer outra, é como trocar mercadorias!

Soraia:

- Eu não sou uma transição comercial! Não sou as dançarinas que o senhor deve estar acostumado. Se não necessitasse tanto do dinheiro, jamais aceitaria passar uma noite com o você!

Kaled:

- Se você não percebeu ainda, a vida não é justa! Tudo o que deve acontecer, já foi escrito por Alá, não se pode fugir de se seu destino.

Soraia:

- Se o senhor é o meu destino, eu preferiria escrever outra história.

Kaled:

- Ninguém passa por cima da escrita de Alá. Você está predestinada a ser minha.

Soraia:

- Quando e onde? É só isso que eu quero saber!

Kaled:

- Levarei o dinheiro para você, depois de deitar comigo, pegue a mala com seus dólares, e tudo acaba ali, bem diante dos nossos olhos.

Soraia:

- Onde será?

Kaled:

- Na minha cobertura, e lá que eu vou fazer você se sentir mulher. É lá que eu vou fazer amor com você, como um louco, não me espantaria nada se não quisesse ir embora depois.

Soraia:

- Quanto mais rápido, melhor! Eu preciso do dinheiro urgentemente.

Kaled:

- Tem certeza que não vai me contar para que tanto precisa desse dinheiro?!

Soraia:

- Não. Não quero que ninguém sinta pena de mim!

Kaled:

- Eu não sinto pena de você! Eu sinto desejo, é diferente.

Sem olhar para atrás, Soraia deixa o escritório do Bilionário, logo em seguida Aisha entra, e desconfia de toda aquela tensão que estava no ar...

Aisha:

- O quê estava acontecendo aqui?!

Kaled:

- Estava falando com uma empregada, por quê?!

Aisha:

- Você está tão estranho Kaled! Está distante, frio.

Kaled:

- Sempre fui assim Aisha! Ou não reconhece mais o homem com quem se casou?!

Aisha:

- Sabe que é um pecado muito grande a mentira. Alá irá cobrar todos os nossos atos no dia do julgamento.

Kaled:

- Eu não estou mentindo. Seus ciúmes estão exagerados, não posso mais conversar com uma mulher, que pensa que estou flertando com elas.

Aisha:

- A desconfiança, é a melhor amiga de uma mulher. Mas sei que isso deve ser coisas da minha cabeça, não é mesmo habib?!

Kaled:

- Certamente. Não tenho nada a esconder, minha vida é um livro aberto. Mas por quê veio até meu escritório?! Estou muito ocupado.

Aisha:

- Só para te avisar que seu irmão está aí.

Kaled:

- Qual deles?!

Aisha:

- O mais sensato.

Kaled:

- Salin está em Dubai?! Isso não é um bom sinal. Ele nunca sai de Abu Dhabi. O quê veio fazer aqui?!

Aisha:

- Acho melhor perguntar isso para ele.

Kaled:

- Faça-o entrar, os minutos nessa terra valem petróleo.

Aisha pede para Salin entrar no escritório de seu irmão, e depois se retira.

Salin e Kaled se dão um longo abraço...

A semelhança entre eles, chegava a assustar. Eram idênticos.

Kaled sabia que tinha que ir com calma, Salin ainda estava muito sentido com a morte de sua esposa Azura.

Kaled:

- Como vai a vida meu irmão?!

Salin:

- Como Alá desenha. Dias longos e dias curtos.

Kaled:

- E como você está se sentindo agora?!

Salin:

- Com ódio. Quero o Clã Hijazi destruído.

Kaled:

- Mantenha a calma, meu irmão. Estava escrito que Azura teria aquele destino, Alá assim o quis.

Salin:

- Diz isso, porque não foi com você! Maktub! E a única coisa que está escrito na minha sorte, é a vingança que corre pelas minhas veias!

Kaled:

- Não comece uma guerra sangrenta em Abu Dhabi. Não é o momento.

Salin:

- Azura era tudo o que eu tinha! Os Hijazi vão pagar por todas as desgraças que assolam a minha vida! Usarei a mesma tática, tirarei deles, o que mais amam.

Kaled:

- O quê está pensando em fazer?! Mantenha o equilíbrio! Nem tudo nessa vida se trata de vingança.

Salin:

- Não se meta em meu território, Kaled! Você é o rei de Dubai, e eu sou dono de Abu Dhabi, lá as coisas funcionam com a minha lei. Acabaram com a paz no dia que torturaram e mataram a minha esposa, agora me tornei um homem sedento por sangue, integrado ao ódio. Já não posso mudar mais o quê me tornei.

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