Mundo de ficçãoIniciar sessãoKaled:
- Não posso te impedir, está mais convencido do que tudo! Você vai iniciar uma guerra entre os clãs, e quem sairá perdendo?!
Salin:
- É por isso que estou aqui, para alertá-lo! O clã Hijazi possui vários membros raivosos em Dubai, e você pode ser o próximo alvo deles. Cuidado com quem anda ao seu lado, não confie em absolutamente ninguém, não sabemos quem são nossos amigos e quem são nossos inimigos.
Kaled:
- Está obcecado com isso. Foi uma fatalidade o que aconteceu com Azura. Isso não vai voltar a se passar!
Salin:
- E como pode ter tanta certeza, irmão?!
Kaled:
- Somos as pessoas mais influentes desse país, o dinheiro pode comprar tudo.
Salin:
- O dinheiro compra ouro mas não compra fidelidade! Deve-se multiplicar por quatro o número de inimigos quando se é um homem rico, devia saber disso.
Kaled:
- Não estou tão preocupado assim, ninguém se atreveria a mexer comigo ou com as minhas esposas!
Salin:
- Se eu fosse você, não estaria tão certo assim. Mas não vou mais tomar o seu tempo, apenas queria alertá-lo. Também vim até aqui para falar com Hassan, ele precisa arranjar logo uma esposa, temos que fortalecer laços, e não afrouxá-los.
Kaled:
- Finalmente um assunto relevante! Hassan está levando uma vida de harém, não para com nenhuma mulher. Já não posso controlá-lo, um casamento agora viria a calhar.
Salin:
- Sei disso. Eu mesmo vou apresentar algumas pretendentes, serão quatro. Se for justo, se casará com uma delas.
Kaled:
- Se for como eu, se casaria com as quatro.
Salin:
- Já passou da hora de Hassan se tornar um homem de responsabilidades, não pode mais viver desse jeito. Alá tem um plano para ele.
Kaled:
- E como está Iasmin?
Salin:
- Como sempre. Dançado como uma espetaculosa. A mulher que melhor se balança atraí os olhos dos homens poderosos.
Kaled:
- Quer dizer que nossa irmã já tem um pretendente?!
Salin:
- Sim, um homem com uma grande fortuna a viu dançando, e veio conversar comigo, a queria como esposa.
Kaled:
- Alá está abrindo os caminhos de Iasmin, não pensei que se casaria tão cedo.
Salin:
- Ela não vai. Não aceitou o pretendente, disse que era muito velho.
Kaled:
- Quantos anos tinha o homem que você arranjou para ela?
Salin:
- Ele tinha 94 anos, mas sempre foi um homem de muita saúde.
Kaled:
- Acho que entendi. A menina é cheia de sonhos e expectativas, e você escolhe um homem assim para ela?! De certo que se assustou com a ideia, imagina, a pobre deve ter imaginado como seria na lua de mel?!
Salin:
- Isso não tem a menor graça, Kaled. Não é brincadeira, o quê quer?! Que ela fique nessa vida de dançarina?! Ou pior, que se apaixone por um ocidental?!
Kaled:
- Jamais disse isso! Obvio que ela vai se casar com o homem que nós escolhermos! Ela é a irmã mais nova, nos deve obediência. Seria um caos se casasse com um ocidental!
Salin:
- Pois as ideias dela, estão cada vez mais ocidentais. Deseja ser livre, escolher o próprio marido, isso se ela se casar.
Kaled:
- Iasmin está provocando você, meu irmão. Isso que dá criá-la com mão de ferro. Iasmin vive uma fase rebelde, mas logo isso passa.
Salin:
- Que Alá assim tenha escrito. Mas queria mudar um pouco de assunto.
Kaled:
- Não tenho mais muito tempo livre, o quê mais queria me dizer?!
Salin:
- É apenas uma observação. Quando cheguei percebi que estava conversando com uma mulher, ela deve trabalhar aqui.
Kaled:
- O quê tem isso?!
Salin:
- Ela me viu, me encarou. Como se tivesse visto uma assombração.
Kaled:
- Ela é uma executiva aqui da empresa, deve ter ficado assustada com nossa semelhança.
Salin:
- Não, ela me olhou como se quisesse me fulminar. O quê está fazendo com essa mulher?!
Kaled:
- Estou dizendo que você agora está vendo coisas onde não existe nada!
Salin:
- Eu te conheço como a palma da minha mão! Achei que já tinha se consertado dessa vida. Está construindo um harém encima do seu telhado, depois não reclame quando as telhas começarem a cair uma por uma em sua cabeça. Alá te abençoou com quatro esposa, sei que ainda têm amantes por baixo do véu, e agora também está procurando mulheres dentro da sua empresa?!
Kaled:
- Sou um homem sedutor, não posso negar. Me interesso por mulheres de todos os lugares, e não preciso que ninguém me dê lição de moral!
Salin:
- Quando Alá plantar o amor em seu coração, não poderá arrancá-lo, é mais forte que tudo. Esse seria o castigo ideal para você, se apaixonar de verdade. É casado com quatro mulheres, têm várias amantes, mas mesmo assim nunca se apaixonou, deve ser desesperador ser você.
Kaled:
- Não acredito em amor, acredito em desejo, isso é a única coisa que existe.
Salin:
- Quando seu coração se deter por alguém, sentirá a melhor coisa do mundo, e se algum dia te tirarem essa pessoa, será o seu pior pesadelo, foi isso que aconteceu comigo e com minha Azura, interromperam as nossas vidas.
Kaled:
- Isso é muito romântico, e deve ser excelente para vender livros, mas eu sou um homem adulto, não me iludo com essas coisas.
Salin:
- A vida é uma ilusão, o tempo não passa de uma ilusão. Viver iludido, é sobreviver nesse mundo em não temos garantia de nada. Mas não vou tomar mais seu tempo, tenho que ir.
Kaled:
- Vá com cuidado, e muito obrigado pela visita, meu irmão.
Salin:
- Que Alá esteja contigo.
Kaled:
- Que Alá esteja contigo também.
Dubai, apartamento de Mohammed, ao cair da noite.
Mohammed é um dos maiores inimigos do CEO Kaled Faruk Rachid, por algo que aconteceu em seu passado, busca vingança contra o bilionário.
Já faz dias que busca uma maneira de acabar com a vida de Kaled, em seu apartamento, não para de beber e olhar para uma foto do bilionário.
Quando olha para o CEO, os olhos de Mohammed chegam a brilhar de ódio.
Depois de muito tempo, Mohammed tem a ideia de colocar uma bomba dentro do carro do CEO, assim não teria escapatória.
A noite da Proposta de Kaled Faruk Rachid...
Kaled chega em seu hotel de luxo, com uma visão panorâmica de toda a Dubai.
Com seu terno italiano, o CEO vai até o último andar, onde sua cobertura o espera...
Chegando lá, escuta soar o vento em seu rosto, a estrutura toda de vidro, permite contemplar a cidade, de uma maneira sensual...
Serve um drink para si mesmo, tira a parte de cima, abaixo só está uma blusa branca, afrouxa as abotoaduras, retira seu valioso relógio...
Alguém liga dizendo que uma mulher está esperando para subir, o CEO confirma para deixá-la subir até a cobertura...
Ele vai até seu cofre, conta alguns maços de dólares, e os coloca sobre a mesa de seu quarto...
O elevador atracou, quando se abriu, Soraia saiu de lá, estava vestindo preto, como se estivesse de luto.
Viu que Kaled já estava preparando os últimos detalhes.
Ela atravessou o corredor, com passos lentos e curtos, queria retardar ao máximo aquela aproximação.
Kaled:
- Pensei que não viria?
Soraia:
- Aqui estou.
Kaled:
- Por quê está vestida assim?
Soraia:
- Achei mais apropriado para a ocasião.
Kaled:
- Parece que está fazendo um sacrifício.
Soraia:
- As palavras nesse momento não servem para nada.
Kaled:
- Tem razão. Só queria que mirasse bem aquela mesa, sobre ela estão os dólares da nossa transição, nada a mais nem a menos, se quiser contar, aqui espero.
Soraia:
- Não precisa. Só quero dizer, senhor, que eu não quero um milhão de dólares, preciso apenas de seiscentos, o resto pode pegar de volta. Também preciso dizer que isso nunca mais voltará a acontecer, é apenas uma noite.
Kaled:
- Eu sei que é apenas uma noite.
Soraia:
- Aqui estou...
Kaled se aproxima de Soraia, solta seu cabelo, e tenta lhe dar um beijo, mas a executiva o surpreende...
Soraia:
- Sem beijos na boca, por favor.
Kaled:
- Por quê não podemos nos beijar?
Soraia:
- Porque os meus lábios só serão tocados pelo homem que eu amar.
A Espera de um novo sim...
Ainda em choque com tudo o que aconteceu, Soraia chega em sua casa, coloca a mala de dinheiro no chão, aperta os olhos e se sente culpada, como se tivesse cometido um crime ou o mais terrível dos pecados.