Camila
Eu não me arrependia.
O corpo ainda carregava a memória dele, o peso, o calor, a forma como o laço tinha latejado forte demais enquanto a gente se perdia no sofá. Eu tinha querido. Tinha pedido. Tinha gozado com o nome dele na boca. Não me arrependia de nenhum segundo.
Mas doía.
Doía de um jeito quieto e irritante, como se alguém tivesse aberto uma porta que eu nem sabia que existia e depois a tivesse batido na minha cara. Eu me sentia culpada. Por tê-lo incentivado. Por ter dito “então