Miriam
O carro balançava suavemente na estrada de volta para Diamante. Eu estava no banco do passageiro, com um curativo improvisado na testa. A cabeça ainda latejava, mas o orgulho doía mais.
Christian dirigia em silêncio, as mãos apertadas no volante. Depois de alguns minutos, ele quebrou o silêncio:
"Como está a cabeça?"
"Tudo bem" respondi, tentando soar casual. "Não foi nada. Só um arranhão."
Ele soltou uma risada seca, sem humor.
"Arranhão? Aquele babaca te machucou, Miriam. Eu vou atrás