NATÁLIA
— Ana. — Eu chamei seu nome novamente, mais alto desta vez.
Ela não respondeu. O som do seu coração batendo se afundou ainda mais até se tornar um fraco tik-tak nos meus ouvidos e nada mais.
— Ana. — Eu gritei, lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas.
Baixei a cabeça, a raiva tomando o lugar da dor rapidamente. Um espinho perfurou meu coração, fazendo-me sangrar por dentro.
Fechando os olhos, respirei fundo. Era tudo minha culpa.
Meu aperto se tornou mais forte em torno da mão d