Os segundos de silêncio no interior aquecido do carro chegam a serem ensurdecedores, apesar de não concluírem, sequer, um minuto completo.
Violet respira fundo, tentando não acreditar nas palavras do promotor Morgan, mas a entoação na voz dele é convincente demais até mesmo para o seu ceticismo. Ela pestaneja, desvencilhando dos olhos investigativos do homem imponente para suas mãos que espremem o celular e o bolo de chaves agrupadas.
—P-promotor Morgan, você-
—Eu não acredito também, Violet. —