BERNARDO
Passei horas na frente do prédio dela, esperando que ela voltasse. Cada minuto parecia uma eternidade. Cada carro que se aproximava me fazia prender a respiração, na esperança de que fosse ela, de que eu pudesse falar, explicar, tentar consertar as coisas. Mas nada. O tempo passava, e ela não aparecia.
Finalmente, depois de tanto esperar, o porteiro, que já havia notado minha presença inquieta, se aproximou.
— Ela não está aqui, rapaz.
disse