“Rafael”
No caminho até o apartamento da Hana ela me contou toda orgulhosa sobre como desarmou a Giovana e como ela se sentia feliz por ter conseguido se aproximar. Eu estava orgulhoso da Hana, que a cada dia me surpreendia mais. Qualquer mulher, ainda mais jovem como a Hana, pensaria muito antes de se envolver com um pai solteiro que tinha uma filha adolescente no auge da rebeldia, mas a minha doida pulou de cabeça, para a minha total felicidade. E eu só podia pensar que essa mulher era feita sob medida para mim.
Eu estacionei na garagem do prédio dela e nós caminhamos abraçados até o elevador. Eu estava ansioso para me trancar com ela no apartamento e enchê-la de beijos. Mas antes que a porta do elevador se fechasse, aquele chato do vizinho de baixo entrou.
- Boa noite, Hana. – Ele sorriu para ela e me olhou com desgosto.
A subida até o andar dele foi em silêncio e pareceu lenta demais, mas antes de sair do elevador ele se virou para ela.
- A sua mãe esteve aqui hoje, Hana, ela está