CARMINE
É meia-noite. Ainda estou chorando.
Menti para os meus pais que estou com dor de cabeça. Eles não acreditaram, mas não insistiram.
Meu telefone vibra na minha mão, o número de Kaio atrapalhando eu passar as fotos de Raoul e eu.
Penso em não atender, mas acabo cedendo.
— Que demora. Eu já estava com o dedo no enviar vídeos.
— O que você quer?
— Que voz estranha! Está chorando? Isso significa que terminou com ele.
— O que quer? — repito.
— Confirme, por favor, antes que eu envie o vídeo.