37. LUNA
Não foi fácil passar o dia longe daquele hospital, tanto que precisei tomar remédios para dormir e quando acordei já era noite, ainda meio tonta, vi Lurdes ao meu lado.
— Tia Lurdes, posso te chamar assim também?
— Claro que pode, Luna. Estou aqui porque não queria deixar você sozinha.
— Preciso ir ver o Célio, tia, estou preocupada. Tive um pesadelo ruim.
— Já está tarde e Laerte está lá com ele, filha. Amanhã você irá vê-lo, eu também irei.
Tentei me levantar e uma tontura me faz sen