Três anos tinham passado.
Não de forma silenciosa, nem leve o tempo todo, porque a vida real jamais se movia assim. Tinha havido trabalho, noites mal dormidas, choros de bebê às três da manhã, reuniões adiadas, febres, risadas, sustos pequenos, aniversários, aprendizados, quedas bobas, primeiros passos, birras épicas e o tipo de rotina caótica que, vista de fora, parecia exaustiva, mas, por dentro, tinha gosto de milagre cotidiano.
E, ainda assim, o tempo tinha feito o que sabia fazer de melhor