Uma mulher estava caída parcialmente contra a parede de concreto, o uniforme claro de limpeza manchado, o tecido rasgado na altura do ombro. O cabelo desgrenhado, a respiração irregular, o corpo curvado como se tentasse se proteger de algo que já a havia atingido muitas vezes.
E à frente dela…
Um homem.
Grande. Descontrolado. A mão ainda erguida, como se a agressão fosse algo banal.
— Eu já disse que não tenho mais! — a voz da mulher saiu quebrada, desesperada, embargada pelo choro e pela dor.