A casa já dormia quando Valentina finalmente cedeu ao cansaço.
O quarto estava em penumbra, iluminado apenas pelo abajur esquecido aceso ao lado da cama. Ela havia largado a pasta do evento sobre a poltrona sem sequer fechá-la direito. Papéis escapavam pela lateral, como se também estivessem exaustos.
Deitou-se de lado, ainda vestida, o corpo pesado demais para qualquer ritual noturno. A mente tentou resistir por alguns minutos — listas, prazos, nomes, rostos — mas o sono venceu antes que ela p