A luz do dia entrava fraca pelas cortinas pesadas do quarto vermelho, como se o mundo lá fora soubesse que não era bem-vindo. Eu estava deitada de lado, encolhida sob o lençol fino, o corpo dolorido em lugares que eu não queria nomear. Cada respiração puxava uma pontada no quadril, nos pulsos, na garganta. Não era só dor física. Era a sensação de ter sido apagada, reduzida a algo que Seamus pudesse usar e descartar.
Eu não dormi. Fiquei ali, olhos abertos, revivendo cada segundo da noite anteri