Vinnie
Davi não era o tipo de pessoa que atendia na primeira chamada.
Atendia na terceira, sempre, como se precisasse desse intervalo para decidir se valia a pena existir para quem estava ligando. Eram quatro da manhã quando liguei do corredor do hospital, a voz baixa, a Liel do outro lado da porta de vidro trabalhando com o celular como se o mundo não estivesse dormindo.
Na terceira chamada, ele atendeu.
— Preciso rastrear uma voz — disse, sem saudação. — Pagamento feito por transferência há d