O disparo ecoou pelo galpão.
Uma única explosão.
Mas pareceu destruir décadas inteiras.
Verônica gritou.
O som saiu involuntariamente.
Instintivamente.
Porque viu Mauro cair.
Viu o sangue.
Viu o corpo atingir o chão de concreto.
E, por um segundo...
Tudo pareceu acontecer em câmera lenta.
— ABAIXA!
Daniel agarrou Verônica pela cintura.
Puxando-a para trás de uma pilha de caixas metálicas.
O segundo disparo veio imediatamente.
Mais perto.
Mais alto.
O projétil atingiu uma coluna.
Faíscas voaram