A neve caía em silêncio.
Lívia observava pela janela alta do quarto enquanto o céu cinza parecia engolir o horizonte. Já fazia dois dias desde sua chegada ao castelo, mas o tempo ali funcionava de forma diferente. Não havia rotina. Não havia explicações. Apenas vigilância constante e a sensação sufocante de estar sendo preparada para algo.
Ela não conseguia parar de pensar em Sofia.
Na forma como falou.
Na tristeza escondida na firmeza.
Na frase que não saía da cabeça:
“Esse lugar não cria mães