Acordei ainda cedo, com a sensação estranha de ter dormido profundamente pela primeira vez em semanas.
O quarto continuava escuro, coberto pela luz fraca do amanhecer entrando pelas frestas da cortina. Por alguns segundos, fiquei imóvel, sentindo o calor do corpo do Victor atrás do meu.
O braço dele estava pesado sobre minha cintura.
A respiração lenta batendo na minha nuca.
Fechei os olhos por um instante curto demais, aproveitando aquela calma rara antes do dia começar de verdade.
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