Victor sustentou meu olhar por mais um segundo, como se ainda estivesse decidindo se puxava mais aquele assunto ou se deixava passar. No fim, deixou.
Mas não completamente.
— Tá — disse, simples, desviando o foco com uma naturalidade que eu sabia que não era totalmente espontânea. — Então me ajuda com umas coisas lá na fábrica.
Olhei pra ele de novo.
— O quê?
— Eu preciso adiantar algumas questões administrativas — respondeu, já mudando de postura, mais prático. — Vou ter que viajar e