Esqueça Said. Ele não é mais o homem por quem você se apaixonou.
Meus olhos se iluminam.
—Fátima.
Zoraide arqueia as sobrancelhas.
—Você conhece esse nome?
—Não pessoalmente. Said falava muito dela.
Meu sorriso desaparece.
—Ela está bem?
Zoraide baixa os olhos.
—Faleceu no ano passado.
Meu peito aperta.
—Allah...
Aperto os lábios.
—Ele deve ter sofrido muito.
—Muito mesmo.
Fico alguns segundos em silêncio.
Lembro-me da quantidade de histórias que Said me contava.
Do carinho com que falava da velha babá.
Da saudade da mãe.
Da infância.
Da dor de crescer sendo