AUGUSTO MONTSERRAT
Sofia passou mal em todas as manhãs desde que cheguei ao chalé.
O ritual começava quase sempre da mesma forma. Ela despertava pálida, recusava qualquer alimento e corria para o banheiro antes mesmo de conseguir beber água. Depois voltava irritada, afirmando que estava bem enquanto se enrolava nas cobertas com a aparência de quem havia acabado de perder uma guerra.
Naquela manhã, encontrei-a sentada diante de uma bandeja, encarando uma torrada como se o pão tivesse cometido al