Mais quatro dias se arrastaram sob o peso daquela rotina asfixiante. O silêncio na cobertura havia deixado de ser um mero afastamento para se tornar uma presença física, um muro invisível de concreto que dividia o apartamento ao meio. Eu saía para a holding antes do amanhecer e estendia o meu expediente até o limite da noite, apenas para adiar o momento de voltar para casa e enfrentar a realidade de ser um estranho no meu próprio teto. Mas no sábado, a represa que continha o meu desespero final