O silêncio se esticava entre eles como um fio prestes a arrebentar.
Evan ainda segurava a máscara dourada entre os dedos, agora baixada, esquecida. O rosto de Irina estava completamente exposto, e ele a encarava como quem via uma obra rara, daquelas que ninguém mais devia olhar. Seu olhar escorregava lentamente por cada traço, a curva delicada do queixo, os lábios entreabertos, o pescoço que pulsava em alerta sob a pele pálida.
Ela parecia um poema vivo. Mas um poema feito de fogo.
— Você está