Capítulo 59— A Porta Errada
Sofia ficou sentada no carro durante quase meia hora.
O motor desligado. As mãos pousadas no volante. A mente em colapso. O silêncio de Henrique era ensurdecedor. Não porque estivesse à espera de uma resposta — mas porque conhecia demasiado bem aquele silêncio.
Quando Henrique se calava, era porque já tomara uma decisão.
E raramente essa decisão incluía protegê-la.
O telemóvel permanecia imóvel no banco ao lado. Sofia sabia que ele tinha visto as mensagens.