152- O reflexo.
Em outro lugar da cidade, Melanie saía de um bar quase tropeçando nos próprios pés.
Assim que passou pela porta, o vento frio da madrugada a recebeu. O asfalto úmido refletia as luzes da rua sobre o chão escuro, criando manchas douradas e avermelhadas por toda parte.
Deu dois passos em direção ao carro quando um mendigo, sentado sobre um pedaço de papelão e coberto por um casaco velho e um cobertor gasto, estendeu a mão.
— Uma ajuda...
A voz saiu baixa, rouca, quase inaudível.
Melanie lançou um