O corredor silencioso parecia comprimido pelo calor que emanava deles, como se as paredes estivessem prestes a fechar, obrigando-os a admitir o que sentiam. Camila respirava devagar, tentando controlar o próprio corpo, mas cada passo de Adrian em sua direção parecia puxá-la para algo inevitável. Não havia ruído algum ao redor — apenas o som cadenciado das respirações deles, cada vez mais profundas, cada vez mais desesperadas pela proximidade.
Adrian deu um passo lento, calculado, mas havia algo nos olhos dele que traía a calma: desejo contido, necessidade acumulada, a promessa silenciosa de que, se a tocasse, não seria apenas um toque qualquer. Camila sentiu o estômago se contrair, não de medo, mas de antecipação. Era como se todo aquele corredor carregasse a espera de meses, o peso de tudo que eles haviam evitado até ali.
O corredor silencioso parecia comprimido pelo calor que emanava deles. Cada toque de Adrian fazia Camila estremecer, cada gesto dela provocava nele uma mistura de d