O corredor estava mergulhado em silêncio absoluto. Cada passo deles parecia ecoar demais, como se o espaço tentasse protestar contra a intensidade que surgia. Camila sentia cada respiração de Adrian tocar sua pele; cada vez que ele se movia, o corpo inteiro dela respondia antes que pudesse pensar.
Ele estava muito perto agora. A testa ainda encostada na dela, os olhos fixos nos dela, e o calor do corpo dele queimava, mas de forma contida, humana. Cada centímetro que os separava parecia carregar anos de desejos contidos, medo, culpa e vontade.
— Você sabe que me deixa sem controle — disse Adrian, a voz baixa, quase sussurrando, carregada de tensão.
Camila sorriu levemente, quase sem perceber. Um sorriso pequeno, mas cheio de promessa.
— Eu sei — respondeu ela, deixando a mão dele escapar para segurar o próprio rosto, como se quisesse sentir cada detalhe dele, cada traço, cada respiração — e não tenho medo disso.
Ele arquejou levemente, absorvendo o peso das palavras dela. Cada gesto de