A chave parecia mais pesada naquela noite.
Camila a segurava com tanto cuidado que seus dedos chegavam a doer, como se temesse que o objeto pudesse desaparecer caso ela piscasse. O corredor estava mergulhado em meia-luz, silencioso, mas não vazio. Havia algo ali — uma expectativa, quase um chamado — que fazia o ar vibrar.
Lucas dormia tranquilamente no quarto ao lado. Ela conferiu duas vezes antes de fechar a porta com o maior cuidado possível. O coração batia tão forte que era difícil respirar