Júlia Davenport
Dois dias. Ou ao menos eu acho que sim.
As luzes nunca se apagam. Os dias não dias, e as noites não são escuras. Todo o contato que vejo é do guarda que traz as refeições.
Mas acho que essa era a ideia. Nos quebrar. Nos manter aqui até estarmos tão confusos que simplesmente começamos a aceitar qualquer merda. E era isso o que me mantinha sã. A ideia de que eu estava sozinha, de que aqui eu tinha proteção, mesmo que fosse das paredes ao meu redor.
Nenhum olhar sujo.
Nenhum medo d