CAPÍTULO 2 LUÍS

Me acordo com o bip do celular, mensagem chegando e uma delas é de Nara avisando que já chegou! Como assim, do nada, a mulher imprevisível, dei um pulo da cama, me arrumo rápido e fui ao seu encontro, quando entro no aeroporto aguardo alguns e minutos ela me aparece, tão linda.

– Está tudo bem, Luís?

Ela me abraça apertado e eu moro nele matando toda a saudade acumulada que eu estava dela.

– Ei que carência é essa, não tem namorado esse tempo todo.

_ Debochada, você, sabe muito bem por quem sou apaixonado.

– Por mim ainda! Luís pensei que você já tinha casado.

– Estou te esperando até hoje!

– Vamos Luís, pois ainda farei uma surpresa ao meu irmão.

– Bem que você poderia vir morar comigo

– Jamais, seremos vizinhos, mas morar juntos não.

Ela está mais difícil do que nunca! A levei para casa e por coincidência é o mesmo condomínio que o meu, seremos vizinhos! Se gostei disso, eu amei, Nara morando quase ao meu lado, a deixei em casa, troquei de roupa e fui para a empresa, tenho uma reunião com Richard.

— Bom dia! Buscou sua dona no aeroporto?

— Fui, ela está mais linda do que nunca, mais mulher investirei pesado nela, quero ela só para mim.

— Eu que pensava que esse amor era só de adolescente, você é obcecado por ela.

— Obcecado, não, eu sou fã dela, e você que fica com uma e outra, não se apaixona por ninguém.

— Olha lá como fala comigo! Sou um cara que sempre namorei sério, só não sou obrigado a manter um relacionamento que não está dando certo, quero alguém que entenda o meu ritmo, olha só como a gente vive, trabalhando de um lado para o outro, não dá tempo nem conhecer uma mulher direito.

— Isso é verdade, não falarei mais nada.

Realmente ele está certo, ele já namorou, até ficou noivo, mas nessa correria que temos de sempre está de um lado para o outro, eles terminaram, eu nunca tive namorada, sempre sonhei somente com uma mulher, Nara! Falando nela, ela já ligou para Richard quer convocar uma reunião da bendita ONG, que ela fez eu e Richard montarmos para ela. De lá sigo para o hospital, hoje tenho duas cirurgias para fazer, estou pensando seriamente em me aposentar de realizar as cirurgias, algumas clientes da clínica só querem que eu seja eu o médico-cirurgião, quero me dedicar somente às minhas empresas.

Realizo as cirurgias em um dos hospitais fundados pelo meu pai, e meu irmão do meio que chama Álvaro é o CEO dele.

— Como vai irmão, suas pacientes já chegaram!

— Vou já dar início às cirurgias.

— A patricinha da Nara, conversou comigo, querendo fechar uma parceria com a ONG dela.

— Não fala assim da minha abelha rainha, é um projeto lindo, eu aconselho você apoiar.

— Sim, irei apoiar.

Me encaminho para o pós-cirúrgico, e as duas cirurgias foi um sucesso, não é me gabando, mas eu me garanto no que faço, receitei alguns medicamentos para as minhas pacientes pós-cirurgia, dou uma volta no hospital, e fui conversar com o meu irmão que além de médico, é diretor-geral desse hospital, ele me convida para começar fazer as cirurgias em crianças com lábios leporinos, eu aceitei, mas com uma condição que ele abrisse vagas para crianças que não tem condições nenhuma de pagar por esse procedimento.

— A não Luís você quer transformar o meu hospital em obra de caridade.

— Não, isso é um projeto social, pensa com carinho.

— Você está igual à mamãe, caridoso demais.

Riu dele, dos meus irmãos ele é o mais rebelde, difícil, sem coração, a minha mãe é muito coração, simples, humilde, somos quatro homens no total com o meu pai, mas dona Luiza é quem manda em tudo, ele ainda não entendeu isso, deixo ele lá cheio de dúvidas e pensando no que falei, minhas pacientes estão bem! Entro no carro, respiro fundo, sou o único homem no mundo governado por mulheres, todas as minhas gerentes são mulheres, vou nem ligar o telefone que elas estão numa hora dessa me enlouquecendo, vou ao escritório da minha clínica de estética e lá o meu braço direito é uma mulher, ela me deixa a par de toda a situação e me fala sobre uma nova campanha de marketing e é aí que entra a minha abelha rainha Nara é fotografa, na reunião discutirei esse projeto.

Vou para a minha casa, tomo um banho e bati em sua porta.

— Entra Luís, a porta está aberta.

— Já estava me esperando, é?

— Começou, brincadeiras a parte, chame Richard agora, precisamos ajustar os últimos detalhes sobre a ONG, conversei com seu irmão, ele ficou de mim, dá uma resposta se vai apoiar e trate de convencê-lo Luís, algum problema?

— Estou admirando você, linda demais.

— Um dia essa carência passa.

Convoco Richard que vem o mais rápido que pode, ele e Nara se abraçam e ainda me pede para não ter ciúmes dele, é mole.

— Lembra Nara de quando estudávamos, sempre nos reunimos em reunião como essas.

— Lembro, hoje somos diferentes, estamos discutindo coisas de adultos, vamos ao que interessa aqui. Faltam alguns ajustes para inaugurar a minha ONG e uma delas Luís irá resolver.

– O super-homem — Richard fala rindo.

– Desde adolescente é assim, as bombas ela sempre j**a no meu colo.

Ela sempre me tem nas mãos, falo para ela sobre a mais nova campanha de marketing da minha clínica, ela irá ser a fotógrafa e irá usar as mulheres da ONG como modelos, eu a admiro cada vez mais.

— Vamos trabalhar os três juntos, vim passar uns meses aqui e dará tempo para tudo. — Nara fala.

— Mal chegou e já quer voltar?

— Luís não aguentará se você for embora novamente.

– Somos amigos e vocês sabem que adoro viajar o mundo.

– Vou embora, que aqui não saiu nem um copo de água, vamos jantar? Vem conosco Nara.

– Estou cansada, mas vou me espera.

Saímos juntos, Nara voltou mais misteriosa do que nunca, o que será que aconteceu com ela nesse tempo em que ela esteve fora.

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