Mundo de ficçãoIniciar sessãoApós fechar a porta do quarto das crianças, permaneci alguns segundos parada no corredor, respirando profundamente.
—A mansão estava envolta em um silêncio noturno que, embora não transmitisse paz, suspendia o tempo, como se tudo estivesse à espera.— Meus pés doíam e meu corpo clamava por descanso, enquanto minha mente ainda ecoava as vozes e olhinhos atentos das três crianças, que carregavam uma dor que nem sabiam nomear.Desci lentamente e encontrei Dona Laura na sala, organizando algumas coisas antes de se retirar.— O aroma do chá que ela preparava se misturava ao cheiro da madeira polida, criando uma atmosfera repleta de aconchego e memórias da infância.— Dona Laura… — chamei em um sussurro quase respeitoso. Ela levantou o olhar de imediato, sempre atenta. — Pode falar, meu anjo.Senti o peso do que precisava comunicar e apertei os lábios, como se o ar ao meu redor estivesse carregado de uma expectativa inquietante.— A psicopeda






