Alexander chegou ao consultório dez minutos antes do horário.
Fazia isso desde os treze anos.
Nunca se atrasava para a terapia.
Podia perder compromissos, ignorar ligações dos pais, faltar a jantares importantes e desaparecer de festas sem avisar. Mas, todas as quintas-feiras, entrava naquele prédio discreto, subia até o sexto andar e esperava na mesma poltrona cinza até ser chamado.
Ninguém sabia.
Os amigos acreditavam que ele não tinha medo de nada. A imprensa o descrevia como confiante, arrog