A palavra “nós” era como um abismo intransponível entre Diogo e o mundo de Olívia e Charles. Uma barreira que ele jamais conseguiria atravessar.
Ainda assim, o olhar de Diogo permanecia fixo em Olívia, carregado de uma paixão desesperada e doentia. Sua obsessão a transformava em um vício e, ele, em um louco que já não conhecia limites.
— Vivia, você está me julgando injustamente. Mas, já que desconfia de mim, farei tudo o que for necessário para provar minha inocência. — Ele então se inclinou, segurando a mão de sua mãe com cuidado, acariciando-a com ternura. — Mãe, me desculpe... Parece que não poderei viajar com a senhora.
— Não tem problema, meu filho, eu entendo... — Verônica respondeu, com os olhos marejados. Sua expressão ansiosa logo se voltou para Olívia. — Vivia, não fique brava com o Dido! Por favor! Se ele fez algo que te incomodou, eu peço desculpas por ele!
O coração de Olívia deu um aperto.
— Sra. Verônica, não diga isso, por favor...
Por mais que Diogo fosse