O silêncio que se seguiu à saída de Natália era sufocante. Fernando permaneceu imóvel na cadeira, o rosto escondido entre as mãos.
Por um longo tempo, ficou ali, sem forças sequer para levantar. Sentia o peito apertado, como se algo dentro dele o estivesse despedaçando pouco a pouco.
Tentou respirar fundo, mas o ar lhe faltava.
— Maldição… — murmurou, a voz rouca, quase um gemido.
Levantou-se num impulso e começou a andar pelo escritório, como um animal encurralado. Parava diante da janela, ol