Clarice Martins
— Promoção? Ainda tenho chance? — fui irônica.
— Então é por isso que queria ser investigadora? Para ficar longe do perigo e proteger o filho daquele ninguém?
Apertei os dentes e os punhos. Não me importava se ele conhecia ou não o pai do meu bebê, se tinha me perseguido ou algo do tipo, mas ele estava falando do meu filho. Não era sobre a identidade, a personalidade ou coisa parecida sobre ninguém, era algo meu. Minhas decisões, meu futuro.
“Seu !” Como eu podia deixar meu bebê sob o olhar assassino daquele monstro?
Coloquei uma das mãos sobre minha barriga, dando a mim mesma apoio emocional. Aquilo só pareceu irritá-lo ainda mais.
— Acha que agora, mais do que nunca, vai conseguir?
“Você está louco?”
— Só se ganha uma promoção se estiver trabalhando duro para conseguir. E você nem sequer pode mais trabalhar.
— Está me despedindo? — apertei os olhos na sua direção.
— Senhor, por favor. Na sua condição, ela não pode se estressar. — a enfermeira, que eu sequer