A mulher que o abraçava não falava, apenas apertava mais forte, como se quisesse puxar o rapaz para se deitar junto com ela.
Os trovões lá fora iam diminuindo, mas o barulho da chuva aumentava, batendo como um dilúvio no telhado. Lorenzo baixou os olhos para a garota ao seu lado, com os lábios finos firmemente fechados. Depois de um tempo, sem conseguir suportar mais a visão das cicatrizes quase invisíveis, estendeu a mão tentando arrumar sua roupa. Assim que a ponta dos seus dedos quentes tocou