Quando Sílvio viu Lúcia pela primeira vez naquela manhã, seus olhos brilharam com uma alegria inesperada. A frieza habitual que habitava seu olhar, tão profunda quanto um lago escuro, foi rapidamente substituída por uma luz suave e calorosa. Mas essa felicidade foi, em poucos segundos, esmagada por outro sentimento: culpa.
Na noite anterior, Lúcia havia ligado para ele várias vezes, e ele não atendeu nenhuma delas. Era inacreditável como a herdeira orgulhosa da poderosa família Baptista, alguém