O celular tocou por um longo tempo. Sessenta segundos inteiros.
Os dedos de Sílvio, firmes no volante, apertaram-se instintivamente. O som do seu coração parecia ecoar no mesmo ritmo insistente do toque.
Por fim, a ligação foi interrompida, substituída por uma voz mecânica e fria: a pessoa chamada não pode atender no momento, por favor, tente mais tarde.
Seria porque ela ainda estava com raiva dele? Por isso não quis atender? Ou talvez estivesse dormindo. Quem sabe, ocupada com outra coisa